VÍDEO: Operação ‘Benefício Seguro’: Quando o “Empréstimo” Vira Pesadelo

Garantias criativas: As vítimas deixavam joias, veículos e até cartões de benefício social com senha como garantia. A parte curiosa? Mesmo pagando...

A Delegacia de Polícia Civil de Corumbá, com o reforço da Delegacia de Ladário, resolveu dar um fim à festinha da agiotagem na região das cidades vizinhas. Nesta segunda-feira, 31 de março, foi deflagrada a operação “Benefício Seguro”, um nome bastante apropriado, já que os suspeitos estariam garantindo segurança apenas para seus próprios interesses. A ação resultou no cumprimento de três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão, porque, aparentemente, esses negócios paralelos estavam dando lucro demais para passarem despercebidos aos olhos dos policiais.

Os investigados não são apenas adeptos da “ajuda financeira solidária”, mas também respondem segundo a polícia por crimes de extorsão, supressão de documento público, furto mediante fraude, porte ilegal de arma de fogo e ameaça. No mínimo algo para se pensar antes de emprestar qualquer quantia dos ditos “facilitadores de crédito”. Durante as buscas, a polícia encontrou centenas de documentos pessoais, cartões de benefícios sociais, munições, três veículos, joias e mais de R$ 350 mil em dinheiro vivo, colocar essas quantias no banco com juros e gerar lastro de movimentação não parecia uma opção atrativa e viável para o grupo.

Quais eram os Ônus e os Bônus

  • Juros camaradas de 30% ao mês: Um número que faria qualquer instituição financeira chorar de emoção. Normalmente as empresas como bancos costumam cobrar a média de 2% a 7,9% ao mês podendo variar de banco para banco (ou pra mais ou pra menos).
  • Garantias criativas: As vítimas deixavam joias, veículos e até cartões de benefício social com senha como garantia. A parte curiosa? Mesmo pagando a dívida, os bens não voltavam para os donos.
  • Saque facilitado: Os investigados usavam os cartões das vítimas para realizar retiradas diretamente das contas bancárias. Eficiência acima de tudo!
  • Apoio logístico: Além das ameaças, havia o reforço da arma de fogo, porque, nada melhor para gerar confiança ou seriedade nos negócio, e até mesmo um “confie em mim” do cliente como um revólver engatilhado na sua cara.

Vale destacar

  • O crédito nada confiável: Quando o empréstimo vira um ciclo infinito de extorsão, algo está errado — pelo menos para quem está pagando.
  • O poder da coerção: As vítimas não apenas perdiam seus bens, mas também eram ameaçadas constantemente para não reaver nada.
  • A importância das denúncias: A Polícia Civil reforça que a população pode denunciar crimes como esse pelo telefone (67) 3234-7100, garantindo sigilo absoluto. Afinal, ninguém quer ser o próximo a pagar 30% ao mês e ainda perder tudo no final.

Com essa operação, as autoridades deram um grande passo para garantir que os “empréstimos” na região sejam menos perigosos e mais dentro da lei. As autoridades alertam que se você precisar de dinheiro, talvez seja melhor recorrer ao banco — pelo menos lá, depois de pagar, você ou suas garantias não desaparecem do nada depois.

Divulgação/PC-MS

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