Uma auditoria identificou um desvio de R$ 522.517,00 em caixas eletrônicos da agência da Caixa Econômica Federal em Corumbá, a 428 km de Campo Grande. O caso veio à tona após a substituição do então tesoureiro E.O.F, que havia se afastado para tratamento de saúde em abril de 2021.
A investigação interna revelou que antes de sua licença, Ferreira realizou movimentações consideradas atípicas dentro da agência. Imagens de câmeras de segurança indicaram que ele acessou repetidamente a área das estações de trabalho dos caixas e retirou um cassete do Cofre Reciclador, deslocando-o para um setor sem monitoramento.
Em depoimento posterior ao Tribunal de Contas da União (TCU), Ferreira foi questionado sobre a retirada do cassete, ocorrida em 29 de maio de 2021. Seu advogado optou por não responder ao questionamento. Diante das evidências e da ausência de justificativas plausíveis, o TCU concluiu que o ex-tesoureiro agiu com descuido significativo na administração dos recursos e aplicou-lhe uma multa de R$ 130 mil.
No âmbito administrativo, a Caixa Econômica Federal decidiu, em setembro de 2021, pela rescisão do contrato de trabalho de Ferreira por justa causa. Além da sanção imposta pelo TCU, ele também responde a um processo criminal por estelionato majorado, conduzido pela Polícia Federal. Há indicativos de que um acordo de não persecução penal está sendo discutido, embora seus termos não tenham sido divulgados.
O Tribunal de Contas determinou que o ex-funcionário efetuasse o pagamento da multa no prazo de 15 dias a partir da notificação, com atualização monetária em caso de atraso. Como Ferreira não se manifestou ao longo do processo, foi considerado culpado à revelia, e suas contas foram julgadas irregulares.
O caso segue em tramitação, com desdobramentos administrativos e judiciais ainda em andamento.