Diante da enxurrada de críticas nas redes sociais e aplicativos de mensagens sobre os altos valores cobrados para barracas e ambulantes no Carnaval 2025, a Prefeitura de Corumbá veio a público justificar os aumentos. Em nota oficial, a administração municipal alegou que as taxas seguem a tabela oficial do município, baseadas no Valor de Referência do Município (VRM) e na Tabela TFP (Taxa de Fiscalização de Ocupação e de Permanência no Solo, em Áreas, em Vias e em Logradouros Públicos).
Obviamente a narrativa não tem convencido alguns ambulantes que dependem do carnaval para retirar uma renda extra, até porque o contribuinte/ambulante já paga altos impostos naturalmente e ao deparar com qualquer taxa a mais, já é motivo de contestação compreensivelmente.
Além disso, a Prefeitura ressaltou que os valores sofreram correção monetária anual conforme o índice de inflação IPCA-e, o que, na prática, significa mais um reajuste para os trabalhadores informais que buscam garantir uma renda extra durante a festa.
Outro argumento utilizado pela gestão municipal foi o fato de que, neste ano, a cobrança considera cinco dias de evento – de 28 de fevereiro a 4 de março –, enquanto em 2024 o cálculo foi feito com base em quatro dias. Segundo a Prefeitura, manter os valores antigos poderia ser considerado “renúncia de receita“, o que foi classificado como crime na nota divulgada.
A postura da administração gerou ainda mais insatisfação entre os ambulantes, que questionam se os valores arrecadados realmente se revertem em melhorias e condições adequadas para quem trabalha nos festejos. Enquanto isso, a Prefeitura segue tentando amenizar a repercussão negativa, reforçando seu compromisso com a “transparência e a legalidade” na ocupação dos espaços públicos.